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Construção antissísmica: como funcionam os prédios resistentes a terremotos

As regiões propensas a terremotos demandam avanços constantes na engenharia civil para garantir a segurança e a estabilidade das edificações. Nos últimos anos, o desenvolvimento de tecnologias sistêmicas, isoladores de base e técnicas de dissipação de energia têm desempenhado um papel crucial na construção de estruturas mais resilientes.


REUTERS/Kim Kyung-Hoon



O terremoto de magnitude 7,6 que atingiu o Japão no início de 2024 deixou um saldo de 200 mortos, com mais de 2.000 pessoas isoladas devido a estradas destruídas. O epicentro na costa oeste gerou um alerta de tsunami, resultando em ondas significativas. A cidade de Wajima foi severamente afetada, com desaparecidos, incêndios e falta de água e energia. Além disso, centenas de tremores secundários, deslizamentos de terra e desabamentos de edifícios agravaram a situação. O Japão, embora tenha protocolos rigorosos, com construções resistentes, enfrenta desafios, especialmente em áreas rurais com construções antigas.


Entenda o que é contrução antissísmica


A construção antissísmica é uma abordagem específica de projeto e construção de estruturas com o objetivo de torná-las mais resilientes a terremotos. Essa prática envolve o uso de técnicas, materiais e tecnologias que reduzem os danos causados por movimentos sísmicos, garantindo a segurança das edificações e de seus ocupantes.

Alguns dos elementos-chave da construção antissísmica incluem:


Isoladores de Base: Os isoladores de base são dispositivos estruturais que visam minimizar as forças sísmicas transmitidas a uma edificação. Eles são instalados entre a fundação e a superestrutura e proporcionam uma flexibilidade controlada, reduzindo as acelerações transmitidas durante um terremoto. Materiais como borracha natural, aço e dispositivos de deslizamento são comumente utilizados como isoladores de base. Essa abordagem não apenas protege as estruturas, mas também preserva a integridade dos elementos arquitetônicos e do conteúdo interno.


Tecnologias Sistêmicas: Abordagem que considera o sistema estrutural como um todo, integrando diversos elementos para melhorar a resposta sísmica da construção.


Técnicas de Dissipação de Energia: As técnicas de dissipação de energia buscam controlar a energia liberada durante um terremoto, evitando danos excessivos à estrutura. Dispositivos como amortecedores sísmicos, que podem ser viscosos, de atrito ou de massa sintonizável, são incorporados às edificações para absorver e dissipar energia. Esses amortecedores são estrategicamente posicionados para mitigar oscilações indesejadas e garantir a estabilidade da estrutura.


Materiais Específicos: Utilização de materiais mais flexíveis e resistentes, adaptados para resistir a deformações e movimentos sísmicos.


Modelagem Computacional Avançada: Simulações numéricas e análises dinâmicas para compreender o comportamento da estrutura sob condições sísmicas.



Apesar dos avanços, desafios persistem, como a adaptação dessas tecnologias a estruturas existentes e a consideração de variáveis imprevisíveis. O futuro da engenharia sísmica incluirá aprimoramentos contínuos nessas tecnologias, integração de métodos de construção sustentáveis e pesquisa inovadora para enfrentar desafios emergentes.


Essas medidas visam minimizar os danos estruturais, reduzir o risco de colapso e garantir a segurança das pessoas durante e após um terremoto. A construção antissísmica é particularmente importante em regiões propensas a atividades sísmicas, como o Japão, onde normas rigorosas e inovações tecnológicas são aplicadas para enfrentar os desafios desses eventos naturais.

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